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Um blog para todos os portugueses que se queixam da vida, num diário de uma Ex-jornalista que ... contava porcos como actividade profissional!! E como a vida nem sempre é tão cor-de-rosa como gostaríamos que fosse... Que o seja pelo menos aqui!

07 março 2006

Porca mudou de curral 

Agora, podem encontrar-me aqui:
http://www.lisboavistadefora.blogspot.pt

Apareçam!!!

18 abril 2005

Rituais de condutora 

Há muito que não reparava nos pequenos pormenores que fazem a minha vida...
Hoje dei comigo a pensar nos meus tiques de condução. Ou melhor, antes, durante e depois de conduzir.

É tipo missal, tudo muito pré-definido, quer esteja atrasada para o emprego, quer esteja com meia hora de avanço em relação há hora de entrada (trabalho a 5 minutos de casa...).

Eis o rol de rituais:

1 º Abrir as portas da viatura para descobrir onde é que a deixei na noite anterior
Não é que não saiba, mas evita o "esforço" de ter de me lembrar. Talvez isto aconteça porque só "acordo" por volta das 10.30 da manhã....

Aproximação à viatura pelo lado do "pendura"
Isto é algo que ainda não consegui evitar, pois quando me lembro já o fiz: ir ao lado do passageiro, abrir a porta e pôr lá a mala com a bolsa onde está o tabaco virada para fora e o fecho encostado ao banco (como se tentasse, desta forma, evitar ser assaltada, quem sabe, por mim mesma....)

Sentar, tirar um cigarro e perder 5 minutos à procura do isqueiro
Tenho sempre um isqueiro no bolso de qualquer casaco que vista, mas insisto sempre em procurá-lo na mala e... "mala de gaja", como diz o meu marido, é local onde se encontra de tudo menos o que se procura.
E isto para não falar que o meu carro ainda é daqueles que vem com isqueiro incorporado (sim, porque até isso já é uma opção...)

Colocar o rádio na TSF e tirar-lhe o som
Eu nunca vos disse que era uma pessoa normal, pois não?
Também penso muitas vezes porque faço isto, mas só quando já o fiz é que me dou conta desta tara parva... Até tenho "Best Of " dos Guano Apes no leitor de CD's, que eu amo de paixão e, ainda assim, é sempre a mesma coisa quando me sento ao volante...

Abrir as duas janelas até meio
Às vezes dou comigo a pensar que nem assim acordo de vez.
É uma coisa que faço seja Verão, seja Inverno: ir de janelas abertas, a fumar logo de manhã. E, quando chove, chove-me em cima, que o meu carro é de design tão moderno que não puseram aquele rebordo por cima das janelas que evita que um gajo se molhe todo quando abre o raio do vidro...

Esta deixa-me introspectiva...
Rezar. É mesmo isso que leram: Rezar a caminho do emprego.
Rezar porque me faz acreditar que talvez isso faça com que o meu patrão escolha outra vítima para implicar neste dia; rezar para que o telefone do meu marido toque e ele me dê boas notícias; rezar para quando o meu telefone toca não serem os meus pais com más notícias acerca da saúde deles; rezar porque sim.
Às vezes pergunto-me porque m**** não vou a ouvir os Guano Apes e a cantar a plenos pulmões, porque até comprei o CD há pouquíssimo tempo.
Mas não... Rezar.

Estacionar o carro onde o patrão me proibiu de o estacionar
O senhor até já deixou há muito de implicar comigo por causa disto mas eu, ainda assim, não percebo porque é que estaciono sempre o carro onde sei que não está suposto estacioná-lo. É uma coisa mesmo inconsciente. Talvez um dia o patrão me "multe" e eu perca esta tara (in)consciente.

Deixar metade das coisas que estavam na mala no chão do carro
Todos os dias. Isto acontece todos os dias: a mala vira-se com as curvas do caminho, eu sei que me cai uma estupidez de coisas para o chão... Mas não, só quando já estou a meio caminho entre o carro e a porta do escritório é que volto atrás para ir buscar o que deixei no chão do carro.


E é isto todos os dias.
Quatro vezes por dia no mínimo, pois quando não é a ir para o emprego é no regresso a casa.

Serei a única a ter estes rituais parvos quando conduzo?

Bem, pelo menos não tiro macacos do nariz, o que parece ser a tara nacional...
Eu tenho sempre lenços de papel na mala... Isto é, quando eles não caem no chão...

29 março 2005

Negra... como a noite 

É assim que tenho a minha alma hoje.

Estou cansada... muito cansada.

Problemas e mais problemas.
A cada passo que penso que dou face a uma melhoria, logo surgem outros passos de retrocesso...

Estou mesmo muito cansada....

17 março 2005

Estou viva... mais ou menos 

Bem sei que faz quase um ano que não escrevo nada.... aqui.

A verdade é que larguei os porcos e mudei de vida e, talvez por isso, manter a "porca" parecia-me já não fazer grande sentido.

Mas a verdade é que, em qualquer lado a nossa vida tem um lado "porco": perdemos pessoas que amamos, vemos outras adoecerem gravemente e assistimos, impotentes, a tudo...

Essa impotência - e o novo emprego... que já tenho há quase seis meses - têm-me mantido afastada daqui.

Continuo a ler-vos.
Não tantas vezes como gostaria, mas continuo.

Tenho saudades de escrever aqui.
Talvez agora apareça mais vezes, quem sabe...

27 julho 2004

Ele é lindo.... E só meu!! 

Um marido bom é:

 - aquele que nos faz sentir que estão tristes porque, ao contrário do normal, vamos ficar a trabalhar até mais tarde;

 - aquele que, sabendo que vamos chegar a casa estoiradas, aproveita para arrumar a cozinha toda antes de ir jogar uma futebolada com os amigos, ao início da noite, para descomprimir;

 - aquele que, por esse pequeno grande gesto, nos permite estar aqui, e agora, a ouvir Adriana Calcanhoto, a emocionarmo-nos muito com todas as pequenas e grandes questões da vida...

Um marido bom não é apenas um marido...

... É o MEU maridão, que não é apenas mais um!!

É só meu e não divido!!!

 

26 julho 2004

A Porca emagrece!!! 

Querido amigo Nuno Cainço:

Vi no outro dia umas fotos tuas, bem recentes, em casa da Tina. Estavas com a tua sobrinha ao colo.

Olhei bem e reparei que estavas um bom bocado mais magro.

Só depois é que me lembrei:

"Bem, este gajo usa a Porca como desculpa para fazer duas pausas por dia para lanchar...
Eu deixei de escrever, ele deixou de comer!!!"

Bolas, Nuno, já me podias ter lembrado disto há mais tempo, caso contrário a tua noiva ainda me processa por danos físicos à tua pessoa!!!

Aos restantes leitores da Porca:

Não sei se a ausência da Porca tem este efeito em todos vós, mas, se assim for, deixem de escrever nos vossos blogues - POR FAVOR!!! - porque a minha dieta não está a resultar como o médico queria!!!!

Comer flores 

Li no outro dia que, quando pequena, Sophia de Mello Breyner costumava esconder-se num canto do jardim e comer rosas, como se, dessa maneira, pudesse absorver e tocar na magia e poesia do mundo.

Em tempos idos da minha vida, eu também comia pétalas de rosa...

... e de margaridas e de todas as flores que estivessem ao pé de mim naquelas alturas de...

... bebedeiras de faculdade.

Pergunto-me eu: quando é que alguém vai encontrar os meus cadernos de poemas, transformá-los em livro e fazer de mim escritora!?!?!?

Não, não fui nem vou de férias 

03 julho 2004

Rei morto... respeito deposto 

Já tentei começar este post umas três vezes mas cada vez mais me convenço de que não existem palavras para resumir o que vos vou contar...

Ontem vinha do emprego, ao fim do dia, a ouvir a TSF, descansada da vida numa daquelas filas de trânsito que só visto...

Saio da estrada nacional e começo finalmente a encaminhar-me para casa quando sou ultrapassada por o que me pareceu ser, à primeira vista, uma carrinha a alta velocidade.

Eis quando olho melhor e vejo algo nas traseiras da dita "carrinha", a andar de um lado para o outro, percorrendo a largura do carro, batendo e indo para o outro lado, num vai e vem bizarro...

Olhando melhor, apercebi-me: tratava-se de um carro funerário e o "volume" que percorria vezes sem conta a largura da "carrinha" era... Um caixão!

Ainda hoje não consigo esquecer aquela imagem e pensar que um ser humano ia ali, a ser atirado contra as paredes de um carro funerário, sem vida, sem vontade própria, como se se tratasse de um carregamento de batatas...

O pior é que, se fosse um carregamento de batatas, as mesmas seriam transportadas cuidadosamente, para que chegassem intactas ao seu destino.

E o ser humano que estava dentro do caixão: Não merece mais respeito porque está morto?

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