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Um blog para todos os portugueses que se queixam da vida, num diário de uma Ex-jornalista que ... contava porcos como actividade profissional!! E como a vida nem sempre é tão cor-de-rosa como gostaríamos que fosse... Que o seja pelo menos aqui!

29 janeiro 2004

Resposta do pai babado ao texto da Porca 

Como nem todas as pessoas lêem os comentários colocados pelos visitantes-amigos no final de cada texto, decidi publicar a resposta em jeito de comentário, introduzido pelo pai da Rita Miguel que "Chegou ao mundo... e o mundo mudou para sempre".

Aqui vai:

«Nove meses passados, o percurso histórico da gravidez que acompanhei foi o seguinte: muitos copos, dois pares de cuecas, uma cauda, testes de gravidez, análises, consultas, barriguinha, barriguita, barriga, barrigona, muita barriga, "f... que grande barriga", preparação de parto, "entrada em cena", uma viagem de carro com os nervos à flor da pele, contracções, máquinas avariadas, unhas roídas, cabeças quase a explodir (lol!), saltos de macas para cadeiras e por fim ... A RITA MIGUEL!!!
Por muitos anos que todos nós possamos viver, não deve haver coisa mais indiscritivel e altamente emocionante do que, não só presenciar o nascimento de um bébé, como ao mesmo tempo este bébé ser "o nosso bébé".
Simplesmente espetacular!!!
Agora este momento torna-se ainda mais espetacular quando encaixamos os Amigos dentro deste filme e isso... é Lindo!!!

Obrigado a todos e um abraço cheio de baba do tamanho do mundo!!!

Nanas, o Pai da Rita»

Mais palavras para quê???

27 janeiro 2004

Bolas, como é que não conheci o tipo antes de o prenderem?? 

Há coisas que não lembram a ninguém...

Mas eu hoje lembrei-me delas!!

Estava a ver o noticiário da TVI quando noticiaram que a PJ apanhou um brasileiro que falsificava cartões de multibanco, tendo apreendido cerca de 500 cartões, alguns dos quais estavam prontos a levantar muitas notinhas de caixas MB.

Contendo muita informação bancária verdadeira, a PJ tem praticamente a certeza de que este não poderia actuar sem ter um cúmplice com acesso privilegiado a esse tipo de informação.

O homem manteve um low profile e, por não ter feitos grandes «estragos», não foi apanhado mais cedo.

Ora, eu por mim, só tenho pena de não o ter conhecido antes de o prenderem e de ele me ter deixado um dos seus «cartões de visita».

Dava cá um geitinho...

Parabéns, Trancoso!!! 

Pedro Trancoso, amigo dos seus amigos - e de todos os seus pacientes, quer sejam eles normais ou não - está hoje de parabéns, pois completa a bela idade de 31 anos.

Dr. para quem não o conhece, - quem o trata assim leva tal sermão que passa logo a conhecê-lo um bocadinho melhor - o Pedro Trancoso é o tal que desvendou há bem pouco tempo o segredo da sua jovialidade e frescura: dormir aos bocadinhos e jogar muito Medal of Honor na net até altas horas da madrugada!!!

O homem farta-se de trabalhar, de correr o país de lés a lés e de deixar todos quanto o vêem de boca aberta. E isso nem sempre tem a ver com o facto de ser médico dentista e Meeeeeessssstre em Medicina Oral.

Ele é uma sumidade no que faz: o que sabe, sabe mesmo e quando está em dúvida esclarece-se e esclarece os outros ou envia os pacientes para médicos especialistas das verdadeiras doenças de que padecem.

Enfim, tudo o que se possa dizer acerca dele, é pouco.
Só conhecendo, e isso... Bem, isso está ao alcance de todos, porque dentes todos temos!!

Que contes muitos, que todos nós possamos comemorá-los contigo e...
Força aí!!

26 janeiro 2004

Morte em directo 

Em estado de choque.

É assim que o País está ainda nem 24 horas passadas depois da morte de Féher.

Uma morte que uniu na dor clubes e adeptos; Que ultrapassou fronteiras e mexeu com todos, mesmo os que não gostam de futebol, como eu.

Assistir aos últimos minutos de vida de um ser humano é algo que não é novidade para mim.
Mas quando esses minutos são vividos através de um directo televisivo, o horror e o choque paralisam, dominam-nos e inquietam-nos até ao último osso do nosso corpo.

Pensamos se a família estará a assistir e, no meio da confusão de sentimentos, ficamos felizes por saber que não.

Um homem morreu e toda uma plateia, no estádio e em casa, assistiu, impotente, sem nada poder fazer excepto rezar.

Como diziam os jornais de hoje, a partir daquele último sorriso, seguido da queda fulminante de Féher, nada mais importou.
Para ninguém.
Em lugar algum.

Todos esqueceram quem eram e concentraram as suas forças no momento trágico que presenciavam.

O coração de Féher parou e, com ele, um País.

Um País que, diga-se em abono da verdade, nem sempre soube recebê-lo e tratá-lo como ele merecia.

Um clube que fez dele um joguete porque no reinado de Jardel não se mexia.
Que o impediu de fazer aquilo em que era bom e do qual tirava a sua alegria de viver: o jogo, a bola, a garra na disputa pela mesma.
Quem sabe se o resultado da disputa do Porto com o Benfica não provocou um estado físico e psicológico que contribuiu para o triste desfecho de Féher?

Rei morto, rei posto.

Apraz-me dizer que o cinismo, tal como o saber, não ocupa lugar e que é triste ver que, apenas na hora da morte, lhe souberam dar o devido valor.

Que lhes pesem as consciências, muito, é o que mais desejo.

De que lhe serve agora tudo isso?
E aos pais dele, e à noiva?

O coração pode passar por muitas provas de fogo mas não é de ferro…
E se a morte não tivesse chegado em directo, e sim silenciosa, talvez ninguém se lembrasse, hoje, do húngaro que veio para Portugal para vencer…

Poucos deixaram que o tentasse.

A eles sim, e à família e verdadeiros amigo, os meus mais sinceros pêsames.

A Rita Miguel chegou ao mundo... E o mundo mudou para sempre 

Quarta-feira, dia 21 de Janeiro, pelas 16:03 horas, o mundo ouvia pela primeira vez o choro da Rita Miguel.

Pequenina, nos seus 2,470 kg e 47 cm, a Rita é dos bebés mais perfeitos que algum dia vi.

E eu que achava todos os recém-nascidos feios, enrugados e delicados demais para serem visitados nos primeiros meses de vida…

Foi com alegria que vimos as primeiras fotos da Rita, o sorriso da Tina e presenciámos a felicidade do Nãnã – um pai babado com o hino à elegância que era a sua filhota – e maravilhado com a força da sua mulher durante todo o parto.

Verdadeira Nádia Comanneci a passar da maca para a cadeira de parto, a Tina não se esqueceu de apresentar a sua Rita aos amigos através das maravilhas da máquina de filmar.
E de enviar beijos, repletos de felicidade e paz, estampados no seu sorriso apesar de ter sido mãe há poucas horas.

Conhecer a Rita, tê-la nos meus braços, ver os olhares da Tina e do Nãnã… Foi algo mágico, perfeito.
Tão mágico que parece sagrado e intocável, como se estivéssemos a mais naquele quadro…

Penso no quanto a gravidez da Tina nos ajudou ultrapassar velhos medos e mitos relacionados com a maternidade… E nas caras embevecidas de todos nós a olharmos para a Rita, tão pequenina, tão perfeita, naquelas imagens.

Foi como se todos tivéssemos sido pais naquele dia. Como se a nossa família tivesse aumentado, quando na verdade o nosso nicho de amigos apenas estava a dividir a alegria de um dos seus.

Olhando para nove meses que passaram que nem um flash, até custa a acreditar que ela já não é a «barriga da Tina».
É um ser humano, de carne e osso – ou serão só cartilagens? Não, não deve ser… – que a Tina aprendeu rapidamente a conhecer nos seus estados de dor e de graça.

Escrever sobre tudo o que sentimos e vimos nestes últimos dias parece-me por demais ingrato…
Nenhuma palavra ou texto é suficiente para descrever a Rita e o que ela veio mudar nos pais, restante família e amigos.

Se antes de a conhecermos ela tinha todo o nosso amor, agora…

Tem tudo isso e muito mais.

Que a felicidade seja um estado de graça que nunca passe, é o que desejo aos únicos papás do nosso grupo.
May the force be with you (é um bocado Star Wars, eu sei, mas não tenho mesmo palavras para o que vos desejo….)

E que a Rita possa aprender a sempre ver o mundo – nem sempre tão cor-de-rosa como gostaríamos que fosse – pelos olhos optimistas da Tina e pela maneira corajosa e divertida do Nãnã.

No melhor como no pior, estaremos sempre convosco.
E é por isso que nos intitulamos de vossos amigos e de tios da Rita…
A nossa amizade uniu-nos como se de um casamento verdadeiro se tratasse…

Tudo o que é mágico é assim…
Deixa-nos sem palavras e faz-nos começar com estas comparações parvas…

Porque o que é belo nem sempre é dizível, e o que se sente nem sempre se descreve, fico por aqui…


Venenos mortais perto de nós 

Na segunda-feira, 19 de Janeiro, o Simão, o meu cachorro labrador – que completou 4 meses no dia seguinte – ingeriu veneno para matar caracóis.

Vi o meu cachorro morto naquela mesa da clínica veterinária, quando a Dora me levou lá cerca de dez minutos depois de eu ter sabido o que tinha acontecido.

A substância activa desse veneno é o metaldeído, derivado do aldeído e que actua por contacto e ingestão.

Os sintomas que provoca são a ansiedade, hiperestesia, ataxia, cianose e febre alta. O que se traduz por descontrolo muscular total, espasmos violentos, seguidos de uma hiper-salivação espumosa. O cão perde total controlo sobre si mesmo, os pulmões enchem-se de líquidos e, quando não é acudido a tempo, o cão sofre um edema pulmonar fulminante, seguido de paragem cardíaca que lhe causa a morte.

As coisas são mais ou menos assim e, se tivesse sido uma criança de cerca de um ano a ingerir o veneno – que não tem antídoto – a mesma teria morrido.

A razão de tanta toxicidade para matar coisas tão pequenas como caracóis é que eles próprios, os caracóis, são tóxicos.

O Simão esteve dois dias a soro e constantemente vigiado por um de nós. Levou antibióticos, sedativos, atropina e sei lá mais o quê. Vomitou sucos gástricos que pareciam os melhores dos detergentes para a louça; teve diarreias incontroláveis…

O seu espírito de sacrifício parecia maior que o nosso: procurava não sujar o cantinho que lhe foi destinado dentro de casa, perto da lareira; só fazia as necessidades na rua e ficou tão magro, tão magro, que quando tinha a bexiga cheia via-se uma bolita junto às patas traseiras e sabíamos que estava na hora de o deixar apanhar um pouco de ar fresco.

No sábado, dia 24 de Janeiro, parecia totalmente recuperado, mas depois da última dose de antibiótico, deixou de comer, de beber água e tem desarranjos intestinais enormes, os últimos a normalizarem.

Todos os dias da última semana, o Simão teve de ser levado à clínica veterinária devido a sequelas da intoxicação.

Ele não é um ser humano. É um cão.

Mas é o meu cão, escolhido com dois dias de vida, visitado duas e três vezes por semana antes de ir para casa dos meus pais.

Mesmo para quem não gosta de animais, é fácil de compreender que o amor incondicional que nos devotam quebra o mais empedernido dos corações.

E quando se vê o nosso animal, criado e tratado com tanto amor e carinho por todos, desde criadores a novos donos e visitas, é difícil lidar com a sensação de pânico instalado ao vê-lo às portas da morte.

É como se nos tivessem injectado muita adrenalina durante dois dias e ficássemos de ressaca por mais três ou quatro, sempre a levar o Simão religiosamente à clínica, a vigiá-lo, a cuidar dele e a mimá-lo.

O Simão sobreviveu.
Graças à pronta detecção e acção dos donos, com a preciosa ajuda do Diamantino, da Dora e dos veterinários que o atenderam.

No meio disto tudo, houve uma estrela que lhe sorriu: quase todo o veneno que ingeriu foi deitado fora, pois o soro que lhe deram primeiro era também para provocar o vómito; não existia um pacote mas sim algum granulado solto, há muito tempo, esquecido num armário velho, o que fez com que o veneno já não estivesse na sua força total.
E a rápida detecção e acção foi determinante: mais dez minutos e o desfecho poderia ter sido outro.

Esta foi a razão pela qual não escrevi nos últimos dias. O cansaço falou mais alto nos dias que se seguiram à vigília.

Nesta Porca de Vida, poucas são as coisas que recebemos sem que nos seja exigido nada em troca.

O amor de um cão é uma delas e a ele deve ser dado o devido valor.

25 janeiro 2004

Peço mil desculpas 

Estou ainda em fase de recuperação de grandiosos acontecimentos.

Uns muito bons e outros muito maus.

Prometo que, logo que possível, escreverei textos dignos dos mais fiéis amigos da Porca.

Por enquanto, peço apenas mil desculpas por não ter escrito nada nas últimas semanas.

E aos fiéis amigos da Porca que continuaram a vir procurar novidades e crónicas e que me telefonaram, o meu mais profundo agradecimento.

AGUARDEM-ME QUE ISTO VAI SER DE ARRASAR!!!!!

15 janeiro 2004

Mudando de assunto: raios partam os comentários!!! 

É assim: já encontrei outro servidor, já fiz aquelas cenas da programação do blog, agarrei num e-mail que recebi do Miguel Trancoso, testei os comentários e a coisa está de novo a funcionar.

Um amigo meu usa este servidor e ele nunca lhe falhou.
Vamos lá a ver como é que a coisa corre aqui na Porca.

Como podem observar, isto ficou deveras estranho: um counter a marcar 570 visitas à página e um único comentário a milhares de letras que compõem estes meus textinhos.

Estou, uma vez mais, PORCA DA VIDA com tudo isto, restando-me apelar à boa vontade dos que se têm queixado de que não conseguem comentar nada, para que, AGORA SIM, tirem uma meia hora das vossas vidas e ponham-se a deixar comentários na Porca para ver se o cenário volta ao normal.

Olhem que estou mesmo chateada....

Ah, e já agora: se clicarem no meu nome, a verde no fim dos textos, ao contrário do que eu disse no texto anterior, não acontece nada...

Com o meu conhecimento destas coisas, também já era de prever que assim fosse...

E digo-vos mais: resolvi este problema todo a mascar uma pastilha Nicorette pois acabou-se o maço de cigarros, agora tenta-se acabar com o vício.

Não acreditam, é?

Pois... Se calhar este é o ano em que devemos fumar e, só no ano que vem é que não se fuma, para voltarmos a fumar em 2006...

Raios partam os Shout Outs!!! 

Amigos desta Porca de vida:

Se eu fosse uma informática esperta e percebesse da linguagem que está nos templates deste blog, há já muito que teria mudado de servidor de comentários.

Parece que o que eu usava desapareceu do mapa e, com ele, todas as coisas magníficas que todos vós tinham escrito acerca das minhas humildes descargas literárias...

Vou tentar arranjar outro serviço de comentários...

Só tenho é um problema: como é que vou apagar as linhas que contêm, na programação do blog, o serviço anterior???

Aceitam-se ajudas e sugestões.

É só clicar no meu nome, que aparece a verde no fim do texto, e enviarem-me um mail....

Please....

Já é mau ver o counter a passar e ninguém deixar comentários, mas não haver sequer essa possibilidade....

QUE PORCA DE VIDA!!!!

14 janeiro 2004

Tabaquito, para que te quero... 

Estou a ver o telejornal da TVI e a fazer contas à vida.

E a fumar...

Cheguei à conclusão que, se eu e o Pedro desistissemos de fumar, pouparíamos cerca de 440 contos por ano, entre os dois, obviamente.
Somos chaminés mas também não exagerem....

Desculpem a insistência dos escudos, mas nunca me hei-de habituar a esta coisa do euro, é apenas o meu lado nacionalista a resistir à mudança.

E, nacionalismos à parte, o vício de fumar é, também ele uma resistência.

Ora, é que parando para pensar, com 440 contos/ano, fazia-se muita coisa.

Tanto mais não fossem umas belas de umas férias.

E, se persistirmos na nossa resistência à desistência de fumar, muitas coisas más acontecerão:

1 - Os nossos cortinados podem ser confundidos com presuntos fumados muito facilmente... É pena é serem quase todos azuis, pois aí só com uma grande dose de imaginação é que se vai lá;

2 - Depressa deixarei de me preocupar com o facto das nossas paredes serem brancas e não terem um único quadro - as manchas provocadas pelo fumo encarregar-se-ão de mudar o rumo à história dos alicerces desta casa;

3 - As minhas bancadas nunca serão utilizadas como deve ser - a nossa colecção de cinzeiros é tão vasta que preenche uma delas;

4 - O orçamento mensal que vem acoplado ao facto de fumarmos também é um bocado para o "grandote": ele é velas de cheiro, incenso, perfumes de ambiente daqueles que estão o dia inteiro ligados à ficha.... Um desperdício de dinheiro!!!
Se bem que também gosto de ouvir as pessoas a dizerem como a nossa casa cheira bem (e o Pedro depois a chatear-se com o facto de eu estar sempre a dizer que ela cheira mal...);

5 - A minha médica de família já me avisou, há dois anos, que DEVO deixar de fumar..... Mas, em contrapartida, o meu querido marido, que fuma muito mais que eu, tem uns pulmões de atleta. Resta-me a esperança de, quando os meus derem o "berro", os dele ainda estejam bons e ele me dê um...

6 - E a faltinha que estes 440 contos fazem para o pessoal se envolver em actividades físicas mais saudáveis, como por exemplo, ir a um ginásio - os preços deles também estão pela hora da morte... Daí que o efeito do tabaco seja mais visível do que o do ginásio, se compararmos investimento vs. efeito imediato.

Mas estas são só as coisas más...
(O Pedro acaba de me perguntar se com tudo isto que escrevi, já deixei de fumar...)

As coisas boas de deixar de fumar...

Pois, as coisas boas, dizia eu...

É que agora só me ocorre o stress que é deixar de fumar.
Sim, porque já tentei muitas vezes.
Já estive três meses e dois meses, em ocasiões e anos diferentes, sem fumar.

Bem, eu e o Pedro ainda não parámos, este tempo todo em que estou a escrever, de combinar - e é ponto assente - que deixar de fumar tem que ser um compromisso entre os dois, sem direito a fazer batota, pois não nos vigiamos mutuamente 24 horas por dia...

As coisas boas, todos nós sabemos quais são:

1 - Mais dinheiro ao fim da semana, e, consequentemente, ao fim do mês e do ano;

2 - Uns pulmões mais rosados e menos danificados;

3 - Maior taxa de fertilidade;

4 - Maior esperança de vida... Se bem que o Trancoso (Mestre em Medicina Oral) diz que muitos dos pacientes que lhe aparecem com cancro de boca são os que deixaram de fumar há cerca de ano e meio, dois anos...

Se calhar, o melhor é fumarmos ano sim, ano não...

13 janeiro 2004

O que outros pensam da Porca de Vida 

Hoje não vou escrever nada.

Hoje vou publicar um texto que me foi enviado, a título pessoal.

Por isso, e apenas por isso, o texto não possui o nome da sua autora, até porque não sei se ela vai gostar muito de ver aqui uma coisa que enviou só para mim.

Mas vou arriscar e publicar.

E sabem porquê? Porque tenho mesmo muito pena de não ter sido eu a escrevê-lo!!

Desculpa, linda, mas esta tinha de ser partilhada.
Preservo o teu anonimato...
Tão depressa quanto revelarei o teu nome se assim o permitires...

Leiam atentamente:

«A porca da vida.......

Todos os dias acordo com a minha Porca da Vida.

Para onde vou, levo-a sempre de baixo do braço.

Quando saio de manhã, arranjo-me e arranjo a minha porca, esperançosa de que em troca de tal arranjo, ela me agradeça, não fazendo nenhum chiqueiro e me deixe desfrutar, todos os pequenos aspectos do dia.

Há dias na vida em que, eu e a minha porca, nos dados lindamente: leio-lhe nos transportes, nas paragens do autocarro, pago-lhe o almoço, lanche, levo a passear.

Mas há dias.........

Eu que me esforço para agradar ao raio da porca, e ela, à traição, lixa-me o esquema todo, quando menos espero.

Nessas alturas só me apetece fazer febras do raio da porca.

Só que, não sei que poder tem aquela porca: desisto, faço as pazes e lá vamos nós - ela debaixo do meu braço, lampeiras, desfrutando o simples céu nublado.

E o pior de tudo é que, nessa altura, a gaja (que não merece outro nome melhor), até me faz gostar dela, e o pior de tudo é que às vezes lhe chego a dar razão.

Onde é que isto já se viu?!?!?!?!? Ela tem cá uma lata, coisa nunca vista, põe-se a dizer que ela é muito melhor que outras porcas de vida que por aí andam, muitos gostavam de a ter como porca de vida, etc, etc....

Mas, mais tarde ou mais cedo ainda compro uma porca nova.

Assinado: mais uma Dona de uma porca de vida».

Assim como publiquei este texto, publicarei outros que aqui se enquadrem, no espírito deste blog.

Força, digam da vossa justiça, não custa nada!!

E já agora, deixem no Shout Out o que acharam do primeiro texto da Porca escrito por outra que não eu.

11 janeiro 2004

Boatos que matam amizades antes destas o serem.. 

Então, sobre o que é que se escreve / fala, quando não se tem um tema, mas apetece-nos mesmo escrever / falar?

Às vezes inventa-se, não é?

Quando se inventa só conversa, não é grave.

Mas quando se inventam coisas sobre terceiros só para haver tema de conversa...
Isso é muito grave.

Aliás, não existe nada de mais corrosivo que um boato.

Como dizia Isabel Amaral, a maior sumidade em Protocolo que existe no nosso País, «temos quatro minutos, nem mais um, para causar uma impressão. E, boa ou má, uma coisa é certa: essa primeira impressão é sempre duradoura».

Portanto, se já ouvimos qualquer conversa menos positiva sobre alguém, quando finalmente a conhecemos, já temos uma ideia pré-concebida, negativa, acerca dessa pessoa.

E por muito que ela tenha tudo para causar boa impressão, essa ideia pré-concebida, destrói essa possibilidade e demorará eternidades para que a verdade se ilumine nas nossas cabeças.

Fechar os ouvidos a boatos ou rumores, é coisa que o português não tem por costume fazer.

Mas quando esses mesmos rumores dizem respeito a uma pessoa, devemos sempre tentar fazê-lo.

Partir da estaca zero, chegar como uma tábua-rasa ao primeiro encontro, é sempre o melhor.
Desta forma, podemos ser nós a fazer os nossos próprios juízos de valor e, se estes forem errados, pelo menos a responsabilidade será apenas nossa.

Este é apenas uma conclusão a que cheguei há muito tempo...
Naquele tempo todo que perdi a "embirrar" com alguém, na dúvida se as boas impressões que me causavam eram mesmo falsas ou se falsos eram todos os boatos que ouvi sobre a pessoa em causa...

E, o pior, é que isso me aconteceu imensas vezes ao longo da minha vida...

Mas, felizmente, já deixou de acontecer.

Nesta Porca de Vida, é raro fazermos novos conhecimentos, conhecimentos bons, quero eu dizer.

Partimos sempre com um pé atrás quando conhecemos alguém que nunca vimos.

Quando o fazemos, fazê-mo-lo na convicção de que nos estamos apenas a proteger.

Mas como dizia um amigo meu, mais vale vivermos as nossas amizades a cem por cento e depois sofrermos desgostos, do que vivê-las a meio termo, estando sempre à espera de uma traição, pois isso significa sofrimento constante ao invés de um sofrimento que chega apenas quando assim tem que ser.

Portanto, amigos da Porca, façam ouvidos de mercador e sigam em frente.
De outra forma, como saberão se as amizades conquistadas são mesmo verdadeiras e valem mesmo a pena?

Deixo-vos com este pensamento...

09 janeiro 2004

Doctor Friend (Doutor Amigo, para os que não pescam nada de inglês) 

Desde os meus tempos de faculdade que não descobria uma pessoa assim.

Quando estudava em Braga e me sentia doente ou mal, vinha a correr para Leiria onde um café, no intervalo das consultas do meu médico de família, operava milagres.

Ele era o meu "padre", o psicólogo, o médico, mas, acima de tudo, um homem que não se importava mesmo nada de me ouvir, sabendo que eu iria para casa pensar nas coisas que ele me dizia e que, por vezes eram verdades tão cruéis...

Foi ele que me "enfiou na cabeça" que um curso superior é como um chouriço: primeiro vamos enchendo de gordura, temperando aqui e ali e depois vem a verdadeira carne, a que nos dá gozo ao comermos o chouriço.

Talvez não o saiba, mas acho que foi esta sua analogia que me impediu de desistir de um curso que, nos primeiros dois anos, podia ter sido tirado por correspondência, evitando tantos custos financeiros aos meus pais.

O nome deste senhor é Francisco Lisboa André.

Foi meu médico de família até não poder mais, quando teve, anos depois de termos mudado de casa, de enviar os nossos processos para o centro de saúde da nossa zona de residência.

Nestes casos de médicos que são muito mais nossos amigos do que amigos das nossas carteiras, quer sejam elas recheadas ou não, acabo de fazer uma descoberta.

Um outro médico, que se revelou também ele uma espécie de meu "confessor", psicólogo, ombro amigo e conselheiro, sem nunca descurar a sua função principal: tratar-me dos males do corpo...

Sim, porque no que concerne aos da alma, ainda não se inventaram bálsamos ou mezinhas que não sejam a nossa própria força interior para nos sarar...

Também ele diz as tais "verdades cruéis" que escondemos de nós próprios.
Aquelas que, ao saír da boca dos outros, nos doem ainda mais.

Verdades do género: "Esse desgaste todo é normal, quando se está com uma depressão..."

Andava eu a enganar-me, e a todos vocês, bloguistas da Porca de Vida, que força era coisa que por aqui não faltava...

É... Tem dias que não.
E era nesses dias que procurava escrever-vos coisas que nos fizessem rir/pensar a todos...
coisas fora da mesquinhez dos nossos problemas e dramas pessoais.

Quis esconder o meu e o médico disse-o.

Ele disse-o. E agora nada pode desdizê-lo... Nem eu posso já escondê-lo.

Por um lado é bom. Porque o médico é meu amigo, pensou em mim, não se limitou a receitar-me a primeira coisa que lhe veio à cabeça.

Reflectiu comigo, nas coisas todas que tenho a fazer e que vivo no meu dia-a-dia e deu-me do seu melhor: bons conselhos e a medicação mais fraca que pôde, para que eu continue a ser eu mesma, mas a curar-me progressivamente.

Nestes compromissos mútuos que assumimos com médicos, assim, amigos, nunca falhamos.

Porque queremos ficar bem, depressa, e porque queremos provar-lhes que somos dignos de ser seus pacientes ao nunca mentir.
Para que, juntos, possamos encontrar a melhor solução.

A minha nova descoberta chama-se Dr. Carvalho e é o médico da empresa onde trabalho.

Nele senti que tinha ganho um amigo.
Um amigo que me ajuda clinicamente sem eu lhe encher os bolsos; um amigo que diz "a empresa tem o meu número de telefone, quando achar que isso não corre bem, chame-me para conversarmos...".

Assim, a Porca de Vida até ganha outro sentido: o da descoberta do que pensávamos só ser possível de acontecer uma vez na vida.

PS - A única razão pela qual o Dr. Trancoso não se inclui aqui é que, muito antes de ser meu médico, ele já era meu amigo.
Mas é mesmo só por isso, e ele sabe-o muito bem...

Até que enfim, que aparecem... Notícias Boas!! 

Eu já devia era estar deitada a esta hora, mas não o podia fazer sem antes dar umas notícias aqui aos bloguistas que acham que a vida lhes corre mal...

O Anselmo, grande repórter que estava no desemprego, foi chamado para ir para a SIC!!!!

O Nunito, big chefe de redação e director interino nas férias do director de serviço daquele que outrora foi conhecido como "O" jornal Notícias de Leiria, tem um emprego novo no qual começa segunda-feira!!!!
É só procurá-lo no Diário de Leiria!!!

Isto é sempre a mesma coisa: correm-se riscos, aposta-se no "vamos lá ver se desta é que é"...

Mas a verdade é só uma: nesta Porca de Vida, ainda há lugar para acontecerem coisas boas!!!

Só temos de esperar pela nossa vez.
Não pode é ser de braços cruzados ou a dormir, porque senão, quando a nossa vez chegar, apanha-nos distraídos e vai bater na porta que se segue!!!

Povo: Vamos à luta que a coisa não está para menos.
Vale tudo menos desistir e arrancar olhos - o resto pode ser, desde que discretamente, até porque acho que, à semelhança da Alemanha, nós também não temos legislação no que concerne ao canibalismo!!

Só mais umas mensagens:

Dirigida à Sandra Leal: Miga, brigada pela mensagem que me deixaste. Parecia mesmo que estávamos a ter uma conversa, só que, para variar um bocadito, eu desta vez estava calada!!!!

Para a Cristina Alves, um bem haja pelo surpreendente email que me enviou.. Só não o ponho aqui porque é das tais coisas pessoais demais. Mas foi uma surpresa muito boa.
Obrigada.
E perde lá a timidez e começa a deixar Shout outs, se faz favor!!!

Por último, e porque é sempre a última coisa que se diz que nos fica na memória, "aquele" abraço à minha cunhada, que me enviou um mail de fazer chorar as pedras da calçada até mesmo a pessoas que têm aqueles problemas nos olhos e ficaram sem lágrimas.
Teresa, a ti, bem hajas!!

Para o resto dos bloguistas da Porca: eu não disse que não devíamos perder a esperança!?!?!

AMANHÃ É A NOSSA VEZ!!!!!

O amanhã é que pode aparecer apenas num dia qualquer.
Previnam-se!
Deixem que o novo ano leve as porcas das vossas vidas!!!

Mas continuem a voltar a esta Porca!!!

07 janeiro 2004

A coragem dos 60 

Todos nós conhecemos pessoas que, nos últimos tempos, perderam os seus empregos.

Uns numa situação mais crítica que outros, com saídas "preparadas" pela gerência ou não, não interessa...

Hoje venho falar-vos de um homem que aprendi a admirar, cada vez mais: o meu sogro.

Nas vésperas de Natal ficou sem emprego, porque preferiu uma rescisão amigável a situações humilhantes para um senhor da sua idade.

Aos 60 e muitos anos, aí está ele, na berlinda, a grande velocidade, pronto para começar outra actividade que nada tem a ver com os 50 anos da sua actividade anterior.

Isto é mais que louvável: É um hino à vida, ao não comodismo, ao não aceitar ser um mero reformado só porque a idade assim o diz.

Se todos os reformados deste país fossem assim, talvez a crise em que vivemos hoje nem sequer tivesse batido à porta deste cantinho à beira-mar plantado...

'Bora plantar à beira-mar todos os que se reformam sem razão.
Pode ser que a maré os leve e traga coisas mais proveitosas a este porco de País que começa a não ter nada para oferecer mesmo aos que pela vida lutam...

Invisual por umas horas 

Sabe quem me conhece bem - e quem me conhece mal - que eu sem óculos sou tipo morcego na rua durante o dia... Não vejo quase nada.

Ontem, por ironia do destino, saí de casa, durante a noite, para fazer uma curta viagem de carro, de Leiria à Marinha Grande... Mas esqueci-me dos óculos em casa.

Não se preocupem os mais cautelosos que não era eu que ia a conduzir...

Para ver "qualquer coisinha", andei a passear-me pela cidade vidreira, às 11 da noite, de óculos de sol.

O que me preocupou e não me sai da cabeça, não foi o rídiculo da situação - porque eu queria era ver qualquer coisa, por muito pouco que fosse.

O que não me sai da cabeça foi imaginar a minha vida só com aquela capacidade visual...

Amigos - e restantes desconhecidos que lêem este blog - foi assustador.

Luzes difusas; quase nehumas formas; a estrada reduziu-se a umas linhas que ia conseguindo acompanhar; letreiros não os conseguia ler e, para caminhar, ia de mão dada com o Pedro (o meu maridão).

Cheguei a casa e coloquei os meus óculos do "dia-a-dia".

Recuperei o meu mundo.

E aqueles que não podem recuperar o seu?
Ou que nunca o conheceram?

Deveras aterrador, acreditem...

Às vezes penso que, se Deus existisse, a luz não seria negada a ninguém...

E, ainda que o mundo dos cegos seja o mesmo que o meu, mas sentido de outra forma... Preferia que eles pudessem vivê-lo como a maioria de nós o faz...

É que nem é uma questão típica da Porca de Vida... Mas uma questão que me deixa porca, ao pensar quão insensíveis aos invisuais somos todos nós, sem pensarmos que o nosso mundo está cheio de barreiras para eles...

E que vivemos, puramente inocentes, acreditando que, em circunstância alguma nos será retirada a luz...

Façam o teste, mesmo os que não são caixa de óculos como eu.
Por apenas algumas horas.
E depois venham contar como foi.

Para mim? Aterrador...

05 janeiro 2004

Nós e as beatas 

Acordei, tomei banho, vesti-me, tomei o pequeno-almoço, fiquei presa no trânsito, cheguei ao emprego 10 minutos depois da hora de entrada....

Enfim, eis-nos de volta ao trabalho, e logo ao primeiro dia de trabalho do ano.

É aquele dia que é igual a tantos outros... Mas que, de repente já não é, porque o ano é outro e há coisas para fazer de forma a fechar, de uma vez por todas, até laboralmente, o ano de 2003.

Não é um ano que me deixe particular saudosismo, por razões pessoais.

Se for a ver bem, muita coisa boa se concretizou para os meus amigos e familiares. Algumas para mim, até...

Mas existe sempre aquele lado estupidamente humano que é o querer mais.
Sempre mais.
Mais e mais.
De tudo, de todos e de nada.

Há sempre um infeliz descontentamento que quase nos mata por dentro, não é?

Tipo conduzir e, depois de ter o carro há mais de um ano estrear o cinzeiro e ficar com a sensação que até isso o Estado me impõe!!!

Eu tenho que usar o meu cinzeiro do carro - que tanto geito dá para ter o número de telefone do mecânico e do reboque sempre há mão, mais uma moedinha para os carrinhos de supermercado e um isqueiro BIC - porque o Estado precisa de dinheiro para encher os cofres da Manuela Ferreira Leite e inventaram de me multar se me apanham a deitar a beata pela janela.

Eu até tenho sorte de ser daqueles que têm os impostos em dia, ou seja, não me vêm buscar o carro à porta... Para já!!

Mas há coisas que me deixam porca da vida...

Na minha cidade, ao contrário do que se passa em muitas outras, não existem cinzeiros nas ruas. Quase nem existem caixotes do lixo, mas uma coisa é eu chegar a casa com os bolsos cheios de lixo, e outra é trazer um cinzeiro portátil no bolso.

Portanto, sigam lá o meu raciocínio: se eu for a andar de carro a deitar uma beata pela janela, sou multada.
Se estiver a fumar no meio da rua e deitar a beata para o chão, o que é que acontece???

E se, numa daquelas paragens eternas frente a um semáforo, eu resolver limpar o meu cinzeiro do carro e deitar as beatas apagadas para o chão? Também sou multada?

Não me parece.

Primeiro, porque o meu carro não está em andamento;
Segundo, porque não é uma beata - são muitas e respectivas cinzas;
Terceiro, porque as beatas estão todas apagadas.

Podem chamar-me de porca, acusar-me de poluír uma via que é de todos, mas porca já estou eu com estas multas que não lembram ao Diabo!!!

Sim, porque com a experiência de hoje, tentar acertar no cinzeiro e continuar a olhar para a estrada, mais vale arrancar os bancos todos do meu carro e transformá-lo num cinzeiro gigante.
Tudo para não ter um acidente, claro!!!

Eu até nem fumo muito quando conduzo...
Excepto se apanhar uma fila de voyeurs acidentais ou papa-reformas em locais em que não os posso ultrapassar...

E se fossem fiscalizar os velhinhos que andam por aí nos papa-reformas que nem o código da estrada sabem? Isto quando sabem ler...

Que porca de vida!!!
Uma pessoa nem um vício pode ter, que tentam logo acabar com ele!!!
São eles que me pagam o tabaco e os desodorizantes para o carro?
Alguma vez as minhas beatas provocaram acidentes ou atearam fogo a um pinhal???

Pois esta nova medida bem o pode fazer...

E a culpa é toda vossa, seus.... Transformadores de vidas boas em porcas de vida!!!

03 janeiro 2004

Em nome dos anos que por nós passam 

Foi bom!

Estivémos juntos!

A Rita Miguel não nasceu ainda!

Passou mais um ano por nós e nós nem soubémos quando foi que soaram as doze badaladas. Foi «passage do ano» quando nós quisemos!!

Mas notámos bem a diferença....

Estivémos juntos e estamos mais velhos.

Com uma energia diferente (talvez a níveis mais baixos, quem sabe???).

Mais calmos, mais responsáveis, mais nós mesmos e menos «vamos nesta onda de passage do ano».

Se foi melhor ou pior não sei, mas foi diferente.
E, para mim, com muito mais qualidade.

Não tenho saudades daquilo que fomos em anteriores passagens do ano.
Apenas curiosidade em saber naquilo em que estaremos transformados na do ano que vem, e no outro que virá, e no outro...

Podemos até nem estar todos juntos, como, aliás, já acontece.

Mas estaremos sempre lá...
No coração uns dos outros.
E, só isso, já será bom...

Desistirei noutro ano... Neste Não!! 

Estamos noutro ano...

Não sinto ainda qualquer diferença do ano anterior, à excepção de que este ano, até a gasolina aumentou...

Li no blog de uma amiga minha que as pessoas têm a mania de, a cada ano que termina, convencerem-se de que, tudo o que não fizeram até agora, vão fazê-lo neste ano que agora começa.

Existem empresas onde novas medidas foram adoptadas, na esperança de que os seus trabalhadores deixem de fumar, não é Cris?!?!

Não sei se muitos fizeram novos planos, novas promessas ou novos votos, mas, com toda a certeza, este ano não será igual ao anterior.

Porque tudo muda.
Nós mudamos.
O nosso sentir as coisas do dia-a-dia muda; torna-se mais aguçado, como se de um sexto ou sétimo sentido se tratasse; como se experimentássemos e sentissemos as coisas como se fosse pela primeira e última vez...

Nada é igual de dia para dia, como o poderia ser de ano para ano?

Não fiz votos de ano novo; Não tracei planos loucos que não posso cumprir.

Fiz desejos.
Muitos.
Mais que os doze das badaladas e das passas (que tanto me custam a comer...).
Desejei coisas para todos, para mim e para os meus...
Desejei coisas para um mundo que, às vezes, nada parece desejar de e para nós...

Mas, e daí?
Vamos desistir?
Só por que um novo ano começa, devemos sentir-nos mais deprimidos?

Não me apetece.
Não vos pode apetecer a vocês também.

Só temos esta vida, por muito porca que nos possa parecer em certas e determinadas alturas.

Só esta.

Just this chance.
Don't waste it any longuer...
Go ahead!
Just Live!!!

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